quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Preciso de vc


Eu preciso muito, muito de você.
Eu quero muito, muito você aqui de vez em quando nem que seja, muito de vez em quando.
Você nem precisa trazer maçãs, nem perguntar se estou melhor.
Você não precisa trazer nada, só você mesmo.
Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone.
Basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio.
Juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha
ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.
Mas eu preciso muito, muito de você.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

... já q tenho q te doer



...pois logo a mim, tão cheia de garras e sonhos,
coubera arrancar de seu coração a flecha farpada.
... para que te serve essa cruel boca de fome?
_para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor,
já que tenho que te doer...
...para que te servem essas mãos que ardem e prendem?
-para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto ....


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

***



(...) Minha vontade é que ele me pergunte se quero um pouco de chá gelado
e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas...
Eu mais uma vez me pergunto como é mesmo que se faz a coisa mais profunda do mundo com total superficialidade.
Como é que se ama sem amor?
Como é que se entrega de dentro de uma prisão? Nunca soube.

...Ainda é cedo e eu preciso de amor.
Só um pouquinho de amor...

sábado, 21 de novembro de 2009

...



Acho que devemos fazer coisa proibida
senão sufocamos.

Mas sem sentimento de culpa
e sim como aviso de que somos livres.”

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

...



(...)Ele apenas me sorri irônico e por piedade aquieta-se alguns segundos.
Depois, eu mesma não agüento e o procuro:
negar uma paixão é muito mais louco do que aceitá-la dentro da gente."  
******
E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar.
Eu  gosto de você porque gostar não faz sentido.
Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos.
Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos.
E mata tudo que há em volta.
E explode os relógios.
E chega aos poucos ainda que você ainda não saiba nem quem é pouco e nem quem é lento.
Porque você morre.
Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém. permita-se.


Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

...



Eu não queria ir embora e esperar o dia seguinte. porque cansei dessa gente que manda ter mais calma.
E me diz que sempre tem outro dia.
E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém.
E me diz que eu preciso de uma camisa de força.
Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo.
se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro,
se você puder esquecer a camisa de força e me enrroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum aquilibrio.
Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho,
permita-se.
Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.”

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Epitáfio





                                                

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...




Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...




O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
 

   
 Devia ter complicado menos
  Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...







Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...


O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar distraído


O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

...mais que palavras

Me entendem...


"E ela não passava de uma mulher''... inconstante e borboleta.(C.L.)

Quem sou eu

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Escrevo Palavras. E Choro Poemas
Há palavras que me pesam, que me empurram. E silêncios que incomodam, me machucam. E as palavras que espero não me encontram. Magoa e inquieta o silêncio que me enviam. E as palavras de que fujo, me perseguem. E o silêncio a que as remeto, não me acalma. É quando, então, Ignoro silêncio, empurro pessoas. Peso palavras, calo ilusão. E fico calada. E grito silêncio. E escrevo palavras. E choro poemas.
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